ESTRATÉGIAS AGROECOLÓGICAS E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL NAS VÁRZEAS DO BAIXO TOCANTINS (PA) 1 0

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i4.3667

Palavras-chave:

Agroecologia, Desenvolvimento territorial, Várzeas amazônicas, Comunidades ribeirinhas, Baixo Tocantins

Resumo

A intensificação do cultivo de açaí no Baixo Tocantins, Pará, tem provocado transformações nos sistemas produtivos locais, por meio da conversão de áreas naturais e sistemas agroflorestais diversificados em monocultivos de açaí. Esse processo, conhecido regionalmente como “açaização”, vem gerando relevantes impactos socioambientais, associados tanto às dinâmicas ecológicas das várzeas amazônicas quanto às condições de reprodução social das populações ribeirinhas. Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos da açaização sobre os agroecossistemas da região e investigar práticas agroecológicas como estratégias capazes de mitigar tais impactos. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica sistemática de estudos científicos, relatórios técnicos e documentos institucionais relacionados ao tema. Os resultados apontam que os principais impactos da intensificação produtiva incluem a degradação do solo, a redução da biodiversidade vegetal e faunística, além do comprometimento da segurança e soberania alimentar das famílias ribeirinhas. Em contraposição, práticas agroecológicas como o manejo de baixo impacto, a diversificação produtiva por meio de sistemas agroflorestais e o uso de adubação orgânica com insumos locais mostram-se estratégias promissoras para a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento da resiliência produtiva e a valorização dos saberes tradicionais, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas agroflorestais na região.

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Biografia do Autor

  • Simone Marinho de Oliveira, Instituto Federal do Pará

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA) do Instituto Federal do Pará (IFPA). Brasil, Pará, Belém.

  • Roberta de Fátima Rodrigues Coelho, Instituto Federal do Pará

    Possui graduação em Engenharia florestal pela Universidade Federal Rural da Amazônia (1999), mestrado em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural da Amazônia (2001) e doutorado em Ciências Agrárias pela Universidade Federal Rural da Amazônia (2008). Professora Titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará- Campus Castanhal. Atualmente é coordenadora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (Mestrado e Doutorado Profissional). É Membro do Observatório do Manejo florestal Comunitário e Familiar (OBMFCF). Membro do grupo e pesquisa em Cooperativismo, Economia Solidária e Desenvolvimento Rural Sustentável (GECOOPES). Miembro Investigador del Grupo Internacional de Investigación Cooperativismo, Desarrollo Rural y Emprendimientos Solidarios en la Unión Europea y Latinoamérica-COODRESUEL de la Universidad de Alicante. Tem atuado nas áreas de Gestão de Recursos naturais, Manejo Florestal Comunitário e Familiar, Sistemas Agroflorestais, Agroecologia. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Sistemas Agroflorestais, agroecologia, Manejo de florestas nativas, educação do campo, Manejo florestal Comunitário e Familiar.

  • François Laurent, Le Mans Université

    Professor de geografia, possui graduação em geologia - université de Lyon 1, França (1990), mestrado em geografia - université de Saint-Etienne, França (1992) e doutorado em Hidrologia et Hidrogeologia quantitativas - Ecole Nationale Supérieure des Mines de Paris, França (1996) e HDR, Habilitation à Diriger des Recherches - Le Mans Université (2012). Atualmente é Professor Titular em Geografia (Professeur des Universités), na Le Mans Université, França, e diretor do laboratório ESO Le Mans (UMR CNRS Espaces et Sociétés). Professor visitante no PPGDAS/UNIFAP desde novembro de 2024. Pesquisa nas áreas seguintes: 1/ Relações entre agricultura e meio ambiente na escala do território; 2/ Gestão integrada dos recursos hídricos; 3/ Modelização hidrológica na escala de bacias hidrográficas (impactos da agricultura sobre o escoamento e sobre a qualidade). E coordenador do projeto ICOOPEB Inovações educacionais, sociais e tecnológicas para o desenvolvimento agrícola sustentável e o cooperativismo nos territórios rurais da Amazônia equatoriana e brasileira, programa ERASMUS+ Capacitação financiado pela União Europeia, envolve 37 docentes de 2 universidades equatorianas (UNIANDES e UCE), 3 universidades brasileiras (IFPA-Castanhal, UNIFAP e UFRA), 2 universidades espanholas (U. Alicante e U. Miguel Hernandez) e 2 instituições francesas (CIRAD e Le Mans U.) e 8 cooperativas e associações parcerias.Estava coordenador do projeto PREFALC Agricultura e gestão de recursos naturais na costa colombiana e na Amazônia brasileira de ensino em pós-graduação entre a Universidade Federal do Pará (Brasil), Universidad de la Costa (Colômbia) e Le Mans Université (França). Éstava coordenador francês do projeto de pesquisa Qualidade dos produtos territorializados no Rio Grande do Sul (QUALPROSUL), financiado pelo acordo CAPES-COFECUB.Espaços de análise atuais: Amazônia, Pampa brasileira e Oeste da França

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Publicado

2026-08-18

Como Citar

ESTRATÉGIAS AGROECOLÓGICAS E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL NAS VÁRZEAS DO BAIXO TOCANTINS (PA). (2026). REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(4), 01-18. https://doi.org/10.56579/rei.v8i4.3667