GUIA PARA INICIANTES 1404 547

PEDAGOGIAS CULTURAIS E O AMOR NO ADOTE UM CARA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v7i3.1895

Palavras-chave:

Adote um Cara, Pedagogias Culturais, Educação, Rede Social, Estudos Culturais

Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo apresentar uma perspectiva a partir dos Estudos Culturais em Educação, dos modos pelos quais a rede social Adote um Cara opera pelas pedagogias culturais seus usuários para obter relacionamentos de amor romântico de sucesso. Utilizando o espaço intitulado LAB na própria rede social, um local similar a um blog, é possível encontrar diversos conteúdos de texto, imagem e som a fim de orientar os modos de ser e estar dos usuários para alcançar o relacionamento amoroso ideal. O guia para iniciantes e os casos de sucesso constituem as categorias de análise que apresentam as pedagogias do amor, em outras palavras, elas mostram como conquistar e manter o relacionamento amoroso. O flerte virtual, o primeiro encontro e o primeiro beijo são as etapas primordiais do guia para os iniciantes que buscam um relacionamento amoroso; já para manter este relacionamento e ter sucesso é preciso a legitimação pelo casamento, o ato de morar junto e/ou constituir uma família, segundo as orientações da rede social. Nesse sentido, a rede social opera a partir das pedagogias do amor, conduzindo os sujeitos para seguir seus padrões de crenças, valores e estilo de vida com o intuito de obter uma relação de amor de sucesso.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Nicoli Peroza Ramos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Educação pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e Licenciada em Ciências Exatas pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Brasil, Rio Grande do Sul, Gravataí.

Referências

ANDRADE, Paula de Porte; COSTA, Marisa Vorraber. Nos rastros do conceito de pedagogias culturais: invenção, disseminação e usos. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 1, n. 33, p. 1-23, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/FTppyqQTJPm7YVWxWvmTj8S/?format=pdf&lang=pt.Acesso em: 24 set. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-4698157950

BAUMAN, Zigmund. Vida para Consumo: a Transformação das Pessoas em Mercadorias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

BOECK, Úrsula. Apegar-se, desapegar-se, comprometer-se, deixar fluir; Filmes que ensinam sobre práticas afetivas na contemporaneidade. 2014. Dissertação (Mestrado em mestrado em educação) – Universidade Luterana do Brasil, Canoas, 2014.

CAMOZZATO, Viviane Castro. Pedagogias do presente. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 39, n. 2, p. 573-593, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/JQGQqFY6bhHXDRrLj8Sn56P/?format=pdf. Acesso em: 20 set. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/S2175-62362014000200012

CNN Brasil. Downloads do Tinder estão caindo, mas era dos aplicativos de namoro ainda não acabou. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/downloads-do-tinder-estao-caindo-mas-era-dos-aplicativos-de-namoro-ainda-nao-acabou. Acesso em: 10.out.2024.

COIRO-MORAES, Ana Luiza. A análise cultural: um método de procedimentos em pesquisas. Questões Transversais, São Leopoldo, v. 4, n. 7, p. 28-36, 2016. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/questoes/article/view/12490/PDF. Acesso em: 14 out. 2024.

COSTA, Cristiane. Eu compro essa mulher. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

DEL PRIORE, Mary. Histórias e Conversas de Mulher. São Paulo: Planeta, 2013.

DEL PRIORE, Mary. História do amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2011.

GIDDENS, Anthony. A Transformação da Intimidade: sexualidade, amor & erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 1993.

ILLOUZ, Eva. O consumo da utopia romântica. Madri: Katz, 2009. DOI: https://doi.org/10.2307/j.ctvm7bc9h

LIPOVETSKY, Gilles. A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

PELÚCIO, Larissa. Match com os conservadorismos: masculinidades desafiadas nas relações heterossexuais por meios digitais. Interfaces Científicas, Aracaju. v. 8, n. 2, p. 31-46, 2020. Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/7062. Acesso em: 24 out. 2024. DOI: https://doi.org/10.17564/2316-3828.2020v8n2p31-46

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: uma Introdução às Teorias de Currículo. São Paulo: Autêntica, 1999.

STEINBERG, Shirley. R. & KINCHELOE, Joe. L. (Org.). Cultura infantil: a construção corporativa da infância. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

WORTMANN, Maria Lúcia. Análises culturais – um modo de lidar com histórias que interessam à educação. In: COSTA, Marisa Vorraber. Caminhos Investigativos II: Outros modos de pensar e fazer pesquisa em educação. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.

WORTMANN, Maria Lúcia Castagna; COSTA, Marisa Vorraber; SILVEIRA, Rosa Maria Hessel. Sobre a emergência e a expansão dos Estudos Culturais em educação no Brasil. Revista Educação, Porto Alegre, v. 38, n.1, p. 37-38, 2015. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/article/view/18441. Acesso em: 24 out. 2024. DOI: https://doi.org/10.15448/1981-2582.2015.1.18441

ZAGO, Luis Felipe. Pornotopias - espaço, mídias e sexualidade. E-Compós, Brasília, v. 19, n. 3, p. 1-19, 2016. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/1258/906. Acesso em: 20 set. 2024. DOI: https://doi.org/10.30962/ec.1258

Publicado

2025-05-12

Edição

Seção

DOSSIÊ: DIÁLOGOS MULTIDISCIPLINARES NAS CIÊNCIAS HUMANAS: CONSTRUINDO SENTIDOS EM UM MUNDO EM TRANSIÇÃO

Categorias

Como Citar

GUIA PARA INICIANTES: PEDAGOGIAS CULTURAIS E O AMOR NO ADOTE UM CARA. (2025). REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 7(3), 01-14. https://doi.org/10.56579/rei.v7i3.1895