AS CORES DO ESPECTRO

REFLEXÕES DE UMA MULHER COM DIAGNÓSTICO TARDIO

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Autores

  • Alíssa Cristiane Borges Praeiro Universidade Luterana do Brasil
  • Larissa Honória Silva de Oliveira Universidade Luterana do Brasil

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v4i1.3098

Palavras-chave:

Autismo, Diagnóstico Tardio, Identidade, Mulheres Autistas, Relato de Experiência

Resumo

O presente trabalho apresenta um relato de experiência sobre o diagnóstico tardio do transtorno do espectro autista (TEA) em uma jovem mulher de 20 anos de idade. A narrativa busca explorar, de forma reflexiva e pessoal, os desafios enfrentados ao longo da vida sem um diagnóstico formal, os impactos dessa ausência na formação da identidade, nos relacionamentos e na saúde mental, bem como as transformações advindas após o reconhecimento do autismo. A metodologia utilizada fundamenta-se na escrita autobiográfica enquanto instrumento de resgate, análise e ressignificação de vivências. Com o apoio de literatura especializada sobre o diagnóstico tardio em mulheres autistas, o relato busca articular elementos subjetivos e acadêmicos que evidenciem a importância do reconhecimento precoce e da escuta qualificada na trajetória de pessoas autistas. Conclui-se que o diagnóstico, mesmo tardio, possibilita um processo profundo de autocompreensão, validação emocional e reestruturação da vida cotidiana, promovendo maior autonomia e pertencimento social.

Biografia do Autor

Alíssa Cristiane Borges Praeiro, Universidade Luterana do Brasil

Alíssa Cristiane Borges Praeiro, graduanda em psicologia no Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara (ILES/ULBRA).  

Larissa Honória Silva de Oliveira, Universidade Luterana do Brasil

Larissa Honória Silva de Oliveira, orientadora, graduada em psicologia pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara (ILES/ULBRA), Psicóloga Clínica, CRP: 09/013807.

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Publicado

29-03-2026

Como Citar

Praeiro, A. C. B., & Oliveira, L. H. S. de. (2026). AS CORES DO ESPECTRO: REFLEXÕES DE UMA MULHER COM DIAGNÓSTICO TARDIO. PRÁXIS EM SAÚDE , 4(1), 01–08. https://doi.org/10.56579/prxis.v4i1.3098