ALIENAÇÃO EMOCIONAL EM ADOLESCENTES

DISTANCIAMENTO AFETIVO EM TEMPOS DE HIPERCONECTIVIDADE

Visualizações: 44

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v4i1.3052

Palavras-chave:

Adolescência, Redes Sociais, Afetividade, Comportamento, Hiperconectividade

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar os impactos das redes sociais na formação emocional e nos vínculos afetivos de adolescentes, refletindo sobre de que forma a hiperconectividade interfere na construção da identidade e nas relações interpessoais. Trata-se de uma pesquisa de caráter teórico-reflexivo, fundamentada em revisão de literatura contemporânea que aborda os aspectos psicológicos e sociais do comportamento juvenil na era digital. A análise discute como o ambiente virtual, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de expressão e pertencimento, também contribui para a fragilização dos laços afetivos e para a superficialização das interações sociais. Observou-se que o uso excessivo das redes sociais pode provocar isolamento emocional, dependência de validação externa e dificuldades na comunicação empática, comprometendo a qualidade das relações e o desenvolvimento de uma identidade sólida. Conclui-se que a compreensão desses fenômenos é fundamental para que profissionais e estudantes de Psicologia desenvolvam uma escuta sensível e estratégias de intervenção voltadas ao uso consciente da tecnologia, fortalecendo o contato humano e a saúde emocional dos jovens. Assim, propõe-se uma reflexão necessária: como promover vínculos afetivos genuínos e equilibrados em uma geração cada vez mais conectada, porém emocionalmente distante?

Biografia do Autor

Duanny Cavalcanti de Goes, Centro Universitário Maurício de Nassau

Acadêmica de psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (5º período). Com interesse nas áreas de psicologia da adolescência, psicologia social, psicologia perinatal e avaliação psicológica. Possui interesse pela psicologia clínica, voltando-se para o estudo dos aspectos emocionais, sociais e desenvolvimentais ao longo do ciclo vital, com atenção às demandas contemporâneas da saúde mental.

Geysiane Pereira de Melo, Centro Universitário Maurício de Nassau

Acadêmica de psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (5º período). Possui experiência consolidada em jogos teatrais e formação de ator pelo grupo Teatro Experimental de Arte - TEA. Seus principais interesses incluem psicoterapia infantil, psicopedagogia infantil e psicologia clínica com bases na perspectiva fenomenológica existencial.

Maria Daniele de Oliveira Silva Santos , Centro Universitário Maurício de Nassau

Acadêmica de psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (5º período). Formada em pedagogia em UFPE, possuo pós graduação em:Maria Daniele de Oliveira Silva Santos é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco e estudante do Curso de Psicologia na Uninassau- Caruaru. Possui pós-graduação em Coordenação Pedagógica, Alfabetização, Letramento e Educação Infantil, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Gestão Escolar. Atua e pesquisa no campo da Educação e Psicologia,com interesse em gestão escolar democrática, formação docente, psicopedagogia institucional, práticas educativas na perspectiva das relações étnico-raciais, educação decolonial e diversidade, desenvolvimento da aprendizagem, neuropsicologia, saúde mental e psicologia social. Possui produções acadêmicas nas áreas de juventude e evasão escolar, aspectos emocionais no contexto educacional, trabalho docente no viés neoliberal e avaliações externas, além de estudos sobre a infância na perspectiva sociocultural.

Giulia Mayara Bezerra Santos, Centro Universitário Maurício de Nassau

Acadêmica de psicologia no Centro Universitário Maurício de Nassau (5º período). Com interesse em Psicologia Social, saúde mental e nos impactos da hiperconectividade nos vínculos afetivos e na construção da identidade.

Ana Maria Sá Barreto Maciel, Centro Universitário Maurício de Nassau

Ana Maria Sá Barreto Maciel, graduada em licenciatura e bacharelado em Psicologia (FAFIRE/PE); mestrado pela Universidade Católica de PE; Especialista em Psicologia Hospitalar e Domiciliar (CPHD do NE); Especialista em Saúde Pública (NESC/FIOCRUZ). Desenvolve pesquisas nas áreas de afetividade e relações humanizadas/Cuidado - Formação e Extensão universitária - Educação e Metodologias Ativas - Saúde e comportamento - Saúde da Mulher e Políticas Públicas.

Referências

ABERASTURY, Arminda. A adolescência normal: um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1981.

AGÊNCIA BRASIL. Uso excessivo de telas afeta a saúde mental de adolescentes, aponta pesquisa. Brasília: EBC, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 nov. 2025.

ANDRADE, C. M.; ALVES, L. P. CULTURA DA PERFORMANCE E IDENTIDADE DIGITAL: EFEITOS PSICOSSOCIAIS DA VISIBILIDADE NAS REDES SOCIAIS. Revista Psicologia e Sociedade, [S. l.], v. 35, n. 2, p. 115–128, 2023.

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

BOCK, A. M. B. A ADOLESCÊNCIA COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL. Revista Psicologia Escolar e Educacional, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 5–15, 2001.

COELHO, M. F.; SANTOS, J. P.; LIMA, A. R. REDES SOCIAIS E A SIMPLIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES: DESAFIOS DA CONVIVÊNCIA DIGITAL ENTRE ADOLESCENTES. Revista Foco, [S. l.], v. 20, n. 3, p. 45–59, 2023.

DESLANDES, S.; COUTINHO, T. PANDEMIA, ISOLAMENTO E USO EXCESSIVO DA INTERNET: IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DA HIPERCONECTIVIDADE. Revista Brasileira de Psicologia da Saúde, [S. l.], v. 12, n. 1, p. 80–94, 2020.

DIAS, L. M.; MONTALVÃO NETO, R. JUVENTUDE HIPERCONECTADA E SOFRIMENTO PSÍQUICO: A CULTURA DA PERFORMANCE NAS REDES SOCIAIS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 1–15, 2025.

ERIKSON, Erik H. Identidade, juventude e crise. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.

FERNANDES, B.; MAIA, C.; PONTES, H. M. USO PROBLEMÁTICO DA INTERNET E SAÚDE MENTAL EM ADOLESCENTES. Revista de Psicologia e Saúde, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 1–12, 2019.

FROMM, Erich. Ter ou ser? Rio de Janeiro: LTC, 1981.

G1. Adolescentes matam pais após relacionamento virtual abusivo, diz polícia. São Paulo: G1, 2023. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 4 nov. 2025.

GIDDENS, Anthony. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

HAIDT, Jonathan. The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. New York: Penguin Press, 2024.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2017.

KNOBEL, Maurício. A síndrome da adolescência normal. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.

LEMOS, André. Hiperconexão e vida cotidiana: tecnologias móveis e sociabilidade. Salvador: EDUFBA, 2018.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8. ed. São Paulo: Hucitec, 2001.

MOSCOVICI, Serge. Representações sociais: investigações em psicologia social. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

NETFLIX. Adolescência. Direção de Sarah Thompson. Estados Unidos: Netflix, 2024. Série de TV (1 temporada).

PRODANOV, Cleber C.; FREITAS, Ernani C. de. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1983.

SANTANA, L. M. et al. TEMPO DE TELA E SOFRIMENTO EMOCIONAL EM ADOLESCENTES BRASILEIROS: UMA ANÁLISE PÓS-PANDEMIA. Revista Psicologia Contemporânea, [S. l.], v. 31, n. 1, p. 34–52, 2024.

SCHWARTZ, M.; PACHECO, A. C. ADOLESCENTES E REDES SOCIAIS: ENTRE O PERTENCIMENTO E A ALIENAÇÃO EMOCIONAL. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 55–68, 2021.

SIQUEIRA, M. L.; SOUZA, J.; GOMES, H. O IMPACTO DA HIPERCONECTIVIDADE NAS RELAÇÕES FAMILIARES E AFETIVAS DE ADOLESCENTES. Revista Psicologia (Bahiana), [S. l.], v. 19, n. 1, p. 77–90, 2024.

SOUZA, P.; CUNHA, B. REDES SOCIAIS E CONSTRUÇÃO DO PERTENCIMENTO NA ADOLESCÊNCIA: AFETIVIDADE E VULNERABILIDADE DIGITAL. Revista Tecnologia e Sociedade (UTFPR), [S. l.], v. 16, n. 4, p. 98–112, 2019.

TIC KIDS ONLINE BRASIL. Pesquisa sobre o uso da Internet por crianças e adolescentes no Brasil. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 2024. Disponível em: https://cetic.br. Acesso em: 4 nov. 2025.

TURKLE, Sherry. Alone together: why we expect more from technology and less from each other. New York: Basic Books, 2011.

TURKLE, Sherry. Reclaiming conversation: the power of talk in a digital age. New York: Penguin Press, 2017.

Downloads

Publicado

28-06-2026

Como Citar

Goes, D. C. de, Melo, G. P. de, Santos , M. D. de O. S., Santos, G. M. B., & Maciel, A. M. S. B. (2026). ALIENAÇÃO EMOCIONAL EM ADOLESCENTES: DISTANCIAMENTO AFETIVO EM TEMPOS DE HIPERCONECTIVIDADE. PRÁXIS EM SAÚDE , 4(1), 01–14. https://doi.org/10.56579/prxis.v4i1.3052