A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL COMO FERRAMENTA INTERSETORIAL
DA CONCEPÇÃO NORMATIVA À APROPRIAÇÃO PELAS COMUNIDADES LOCAIS
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https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3740Palavras-chave:
Educação Patrimonial, Patrimônio Histórico-Cultural, Intersetorialidade, Políticas Públicas, Identidade CulturalResumo
O presente artigo investiga a educação patrimonial como um instrumento intersetorial indispensável para a salvaguarda do patrimônio histórico-cultural e para a promoção da justiça social. O estudo caracteriza-se como uma análise teórico-documental, cujo objetivo é analisar como o processo educativo atua na apropriação coletiva dos bens culturais, superando a mera proteção normativa estatal. Utilizou-se uma abordagem teórico-documental fundamentada em revisão bibliográfica e análise de documentos normativos, como a Convenção da UNESCO (1972) e a Portaria nº 137/2016 do IPHAN. A análise evidencia que a educação patrimonial, ao conectar o afeto local (topofilia) às políticas de preservação, democratiza o direito à memória, evidenciando o rompimento histórico com as antigas visões elitistas de patrimônio. Os achados discutidos indicam que metodologias participativas são essenciais, embora esbarrem no desafio da formação docente para sua aplicação transversal. Conclui-se que o diálogo intersetorial entre escola, poder público e sociedade civil é o pilar para tornar o patrimônio um legado identitário vivo.