BIBLIOTECAS COMO ESPAÇOS POLIFÔNICOS E DIALÓGICOS 19 19

APROXIMAÇÕES CONCEITUAIS E LIMITES ESTRUTURAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3563

Palavras-chave:

Bibliotecas, Desenvolvimento de coleções, Mediação da leitura, Justiça Social

Resumo

Este estudo propõe uma análise teórico-crítica das bibliotecas como espaços potencialmente polifônicos e dialógicos, problematizando os limites dessa perspectiva diante da persistência da branquitude como norma cultural e epistêmica. A partir dos conceitos de polifonia e dialogismo em Bakhtin (2004; 2008), compreende-se a biblioteca como ambiente de coexistência de múltiplas vozes e de produção de sentidos no encontro entre textos e leitores. Contudo, à luz da crítica foucaultiana sobre saber e poder (Foucault, 2008), argumenta-se que os processos de seleção, organização e mediação do acervo não são neutros, mas atravessados por regimes de verdade que regulam legitimidades e invisibilidades. Nesse contexto, as bibliotecas podem operar como espaços públicos brancos (Espinal, 2001), reproduzindo hierarquias raciais e epistemológicas. Conclui-se que a efetivação de uma biblioteca polifônica e dialógica exige revisão crítica de políticas de desenvolvimento de coleções, adoção de critérios afirmativos e formação profissional orientada à justiça social.

Biografia do Autor

  • Vanessa Levati Biff, Universidade Feevale

    Doutoranda em Processos e Manifestações Culturais na Universidade Feevale

  • Josef de Aquino Peruck, Universidade Federal de Santa Maria

    Mestrando em Gestão de Organizações Públicas na Universidade Federal de Santa Maria

Publicado

28-07-2026

Como Citar

BIBLIOTECAS COMO ESPAÇOS POLIFÔNICOS E DIALÓGICOS: APROXIMAÇÕES CONCEITUAIS E LIMITES ESTRUTURAIS. (2026). ANAIS CONGRESSO DE EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE E PRÁTICAS ESCOLARES, 2(1), 01-07. https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3563