ENSINO DE ASTRONOMIA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE A PARTIR DA PRODUÇÃO DO SNEA

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Autores

  • Milena Galvani Rodrigues de Almeida
  • Awdry Feisser Miquelin
  • Marcos Cesar Danhoni Neves Universidade Estadual de Maringá
  • Sani de Carvalho Rutz da Silva Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Lucia Virginia Mamcasz Viginheski Centro de Atendimento Educacional Especializado

DOI:

https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3524

Palavras-chave:

Formação Docente, Educação Inclusiva, Ensino de Astronomia, Acessibilidade, Diversidade Cultural

Resumo

A ampliação do número de estudantes/as público-alvo da Educação Especial na rede regular de ensino, evidenciada pelos dados do Censo do Inep (2022), impõe à formação docente o desafio de articular domínio conceitual, acessibilidade e equidade no ensino de Ciências. No campo da Astronomia, historicamente marcado por forte apelo visual e abstração conceitual, essa demanda torna-se ainda mais complexa. Em consonância com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), este estudo, desenvolvido no âmbito do doutorado em Ensino de Ciência e Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), analisou como a temática da inclusão tem sido abordada nas produções do Simpósio Nacional de Educação em Astronomia (SNEA), com foco em suas implicações para a formação inicial e continuada de professores/as. A pesquisa caracteriza-se como qualiquantitativa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada na análise de conteúdo (BARDIN, 2016). O corpus compreendeu 516 trabalhos publicados nas cinco primeiras edições do evento (2011–2018), dos quais 31 atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos. Os resultados indicam que apenas 6% da produção analisada aborda explicitamente a interface entre Ensino de Astronomia e inclusão. Dentre esses, 54,8% concentram-se na inclusão do público-alvo da Educação Especial, com predominância de estudos voltados à deficiência visual, enquanto 45,2% relacionam-se à Astronomia cultural, com ênfase nas culturas indígenas. Observou-se a presença de propostas formativas, como oficinas pedagógicas destinadas a professores/as de Ciências, voltadas ao aperfeiçoamento conceitual em Astronomia e Etnoastronomia, bem como iniciativas em espaços formais e não formais que envolvem produção de materiais táteis, uso de tecnologias assistivas e abordagens interculturais. Entretanto, a distribuição regional das pesquisas evidencia concentração nas regiões Sul e Sudeste (77,5%), indicando assimetrias na produção científica. Ao mapear a produção acadêmica do principal evento nacional da área, o estudo permite identificar tendências, lacunas e potencialidades formativas que impactam diretamente a formação inicial e continuada de professores/as. Conclui-se que, embora haja avanços significativos na elaboração de recursos didáticos e na valorização da diversidade cultural, a consolidação de uma política formativa sistemática para o Ensino de Astronomia inclusivo ainda demanda ampliação investigativa, articulação curricular e fortalecimento da formação docente como eixo estruturante da democratização do conhecimento científico.

Biografia do Autor

Milena Galvani Rodrigues de Almeida

Doutoranda em Ensino de Ciências e Tecnologia.

Awdry Feisser Miquelin

Doutor em Educação Cientifica e Tecnológica.  Professor do Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia da UTFPR Campus Ponta Grossa

Marcos Cesar Danhoni Neves, Universidade Estadual de Maringá

Doutor em Educação. Professor Colaborador do Depto de Física da Universidade Estadual de Maringá

Sani de Carvalho Rutz da Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutora em Ciências dos Materiais. Professora Titular na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus Ponta Grossa.

Lucia Virginia Mamcasz Viginheski, Centro de Atendimento Educacional Especializado

Doutorado em Ensino de Ciência e Tecnologia. Docente do Centro de Atendimento Educacional Especializado - Deficiência Visual, da Asociação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais - APADEVI, Guarapuava, Paraná

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Publicado

27-07-2026

Como Citar

Almeida, M. G. R. de, Miquelin, A. F., Neves, M. C. D., Silva, S. de C. R. da, & Viginheski, L. V. M. (2026). ENSINO DE ASTRONOMIA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE A PARTIR DA PRODUÇÃO DO SNEA. ANAIS CONGRESSO DE EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE E PRÁTICAS ESCOLARES, 2(1), 01–02. https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3524