OFICINAS INTERDISCIPLINARES NA ESCOLA
UM CAMINHO POSSÍVEL PARA UMA EDUCAÇÃO DECOLONIAL
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https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3523Palavras-chave:
Ensino decolonial, Interdisciplinaridade, Educação linguística, Educação audiovisual, Ensino de filosofiaResumo
O presente trabalho apresenta uma proposta de planejamento de oficina interdisciplinar de produção audiovisual que inclui as disciplinas de língua portuguesa, língua inglesa e filosofia. O planejamento proposto foi baseado em uma experiência de oficina interdisciplinar desenvolvida em uma escola pública de Porto Alegre no contexto pós-pandêmico (2023). Sua análise e descrição alicerçou-se nos estudos decoloniais de Quijano (1992, 2005), Walsh (2012, 2017), Santos (2007) dialogando com seus conceitos de matriz colonial, rachaduras e o pensamento abissal. Os procedimentos metodológicos da proposta de oficina incluem o convite para estudantes do 6º ao 9º ano participarem de uma oficina de produção audiovisual onde poderão discutir temas do seu interesse particular e do interesse da comunidade escolar. Durante a oficina é ofertado temáticas relevantes para os estudantes para discussão e peças audiovisuais que contribuam com os assuntos selecionados. Os professores das disciplinas envolvidas propõem atividades de produção de vídeos, produções escritas, roda de conversas e entrevistas com pessoas da comunidade escolar, fora da comunidade e visitantes da escola. O material produzido com os estudantes é publicizado por meio de uma conta do instagram e do youtube. O objetivo das oficinas é fomentar o sentimento de pertencimento dos alunos à escola trabalhando habilidades comunicativas orais e escritas além da comunicação não violenta entre os estudantes. A conclusão do trabalho reivindica a necessidade de serem tratadas na escola temáticas como história e cultura afro-brasileira, história e cultura indígena, a luta feminista e LGBTQIA + como formas de enfrentar a matriz colonial de poder que atua no controle da economia, da autoridade, do gênero e da sexualidade, do conhecimento e da subjetividade (Quijano,1992, 2005) nos países latino-americanos e mais especificamente no Brasil. Quando não tratamos desses temas na escola não contribuímos para o desenvolvimento das potencialidades dos nossos alunos e da comunidade na qual estão inseridos.