EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO
FORMAÇÃO E CONTROLE DOS TRABALHADORES RURAIS E URBANOS NO INÍCO DA REPÚBLICA
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https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3510Palavras-chave:
Relações de trabalho, Primeira República, Minas GeraisResumo
Este trabalho examina as relações de trabalho e os dispositivos de controle impostos aos trabalhadores rurais e urbanos em Minas Gerais durante a Primeira República (1889-1919). O objetivo geral consiste em analisar as estratégias de dominação empregadas por atores políticos e pela imprensa, bem como as formas de resistência desenvolvidas pelos trabalhadores. Propõe-se, analisar comparativamente as relações de trabalho rural e urbano em Minas Gerais, analisar as transformações na regulação jurídica do trabalho, incluindo os espaços de formação profissional; e investigar as formas de organização e mobilização dos trabalhadores através da imprensa operária e comercial. A metodologia adotada privilegia uma perspectiva diacrônica, realizando levantamento e análise qualitativa de fontes primárias em acervos digitais. O corpus documental inclui jornais comerciais e operários, legislação federal e estadual, decretos e relatórios dos presidentes de província. A pesquisa pretende contribui para a compreensão das experiências rurais e urbanas de trabalho em período ainda pouco explorado, articulando análise jurídica, discursos da imprensa e práticas de resistência para compreender as transformações do mundo do trabalho na transição do século XIX para o XX. Os resultados parciais encontrados neste trabalho é que dentro de Minas Gerais dois elementos se destacaram para a formação dos trabalhadores que seriam as fazendas modelo e diversas outras instituições com ensino prático para suprir a falta da mão de obra e ao mesmo tempo que eliminava costumes e tradições para seguir a métrica da civilidade e modernidade e o segundo elemento é a política que através da violência elimina e suprir qualquer repressão contra o governo e dita quais elementos sociais são aceitos ou não.