O JOVEM NO BRASIL NÃO É LEVADO A SÉRIO?!

OS NÍVEIS DE QUALIDADE DE VIDA DOS ADOLESCENTES NO ENSINO FUNDAMENTAL NA CIDADE DE SÃO LEOPOLDO

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Autores

  • Amanda Azevedo Flores Universidade Federal da Bahia
  • Eduarda Bonora Kern Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3509

Palavras-chave:

Qualidade de vida, Adolescentes, Escola

Resumo

A adolescência é um período de transição em que o jovem passa por importantes mudanças nos relacionamentos com o mundo. O Ministério da Saúde traz a adolescência como um período fundamental no desenvolvimento humano, sendo avaliada e ganhando espaço nas agendas de políticas públicas, o que torna necessário a abordagem das suas múltiplas dimensões, entre estas a qualidade de vida relacionada à saúde (Ministério da Saúde, 2020). A partir da realidade vivida e da constatação de poucos estudos que avaliem a qualidade de vida de adolescentes no mundo, a presente pesquisa teve como objetivo identificar os níveis de qualidade de vida dos adolescentes na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Emílio Meyer na cidade de São Leopoldo. Para isso, o estudo caracteriza-se quali-quantitativa, do tipo descritivo.  A escolha pela abordagem quali-quantitativa fundamenta-se na compreensão de que a complexidade dos fenômenos sociais e educacionais demanda múltiplas estratégias de análise, enquanto a abordagem quantitativa tradicionalmente se ancora em pressupostos positivistas e empiristas, a pesquisa qualitativa encontra respaldo na fenomenologia e no materialismo histórico-dialético, possibilitando compreender percepções, significados, processos históricos e contextuais que atravessam a realidade investigada (Triviños, 2008). A investigação foi conduzida no contexto da iniciação científica escola de Ensino Fundamental pela orientação das autoras com um grupo de estudantes do 7º ano. Os(as) estudantes foram submetidos ao Termo de Assentimento e após autorização, a aplicação do questionário “Vécu et Santé Perçue de l’ Adolescent” (VSP-A) (Aires, 2009). A amostra foi composta por 90 alunos(as) sendo 40 do sexo feminino e 50 do sexo masculino, com faixa etária de 14 a 17 anos. Como critério de inclusão apenas alunos(as) dos anos finais do ensino fundamental. O questionário possui 36 itens divididos em 10 dimensões, com o total de 42 questões, objetivas e dissertativas, que avaliam a qualidade de vida dos adolescentes. O estudo constatou que entre os 10 domínios, apenas o relacionado a relações com os amigos apresenta um melhor estado de saúde no total de 40% da amostra, sendo que os da saúde física, psíquica, ambiente escolar, relação com pais e professores, vitalidade, imagem corporal, lazer e afetivo/sexual apresentam os piores resultados da saúde, não ultrapassando os 20% do total da amostra. Os resultados obtidos são relevantes e fundamentais para o desenvolvimento de novas estratégias e ações de prevenção e promoção na qualidade de vida dos adolescentes nas escolas. No contexto escolar, os resultados da pesquisa fizeram parte das discussões e organização da gestão do Grêmio Estudantil, impulsionando atividades que visavam o bem-estar discente na instituição onde foi desenvolvida a pesquisa. Dessa forma, a proposta dessa pesquisa vem justamente fomentar a qualificação de estudos que envolvem a qualidade de vida dos adolescentes no ambiente escolar, em especial na cidade de São Leopoldo, e também ecoem para o mundo, fortalecendo novos horizontes teóricos alinhados às realidades no campo da saúde sejam ampliadas a “levar o jovem mais a sério”, afinal, o assunto é sério. 

Biografia do Autor

Amanda Azevedo Flores, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia e professora na Secretaria Municipal de Educação em São Leopoldo

Eduarda Bonora Kern , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora na Secretaria Municipal de Educação em São Leopoldo. 

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Publicado

20-06-2026

Como Citar

Flores, A. A., & Kern , E. B. (2026). O JOVEM NO BRASIL NÃO É LEVADO A SÉRIO?! OS NÍVEIS DE QUALIDADE DE VIDA DOS ADOLESCENTES NO ENSINO FUNDAMENTAL NA CIDADE DE SÃO LEOPOLDO. ANAIS CONGRESSO DE EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE E PRÁTICAS ESCOLARES, 2(1), 01–02. https://doi.org/10.56579/eduinterpe.v2i1.3509