O IMPACTO DAS POLÍTICAS DE MOBILIDADE URBANA NA QUALIDADE DE VIDA E NO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DE CIDADES MÉDIAS
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Mobilidade Urbana, Sustentabilidade Urbana, Políticas Públicas mobilidade, Desenvolvimento urbanoResumo
O presente trabalho investiga a relação entre políticas de mobilidade urbana e o desenvolvimento socioeconómico e a qualidade de vida em cidades médias. Diante dos desafios de crescimento populacional e da crescente demanda por infraestrutura, as decisões políticas sobre transporte e acessibilidade se tornam cruciais. Diante deste cenário nasce o questionamento: a implementação de sistemas de transporte público eficiente, a promoção de modais não motorizados e a requalificação de espaços urbanos podem influenciar positivamente a dinâmica social e econômica de uma cidade? A Hipótese aponta que sim, já que a implementação de políticas públicas adequadas, são capazes de alterar positivamente o comportamento das pessoas nos centros urbanos, incluindo qualidade de vida e crescimento economico. A metodologia utilizada foi um estudo de caso múltiplo, comparando as políticas de mobilidade de duas cidades médias brasileiras com características demográficas e econômicas similares: Campina Grande (PB) e Uberaba (MG) Para a coleta de dados, foram empregadas análise de documentos oficiais, planos diretores e dados secundários sobre o uso do solo, padrões de tráfego e indicadores de qualidade de vida. Os resultados preliminares indicam que as cidades que adotaram uma abordagem integrada e sustentável para a mobilidade urbana apresentaram melhorias significativas em áreas como a redução do tempo de deslocamento, a diminuição da poluição atmosférica e o aumento da vitalidade de áreas centrais. Observou-se, ainda, uma correlação positiva entre a acessibilidade ao transporte público e a valorização imobiliária em bairros periféricos, além de um aumento na atividade comercial em áreas beneficiadas por ciclovias e calçadas melhoradas. Em conclusão, as evidências sugerem que políticas de mobilidade urbana não devem ser vistas apenas como uma solução para o trânsito, mas sim como ferramentas estratégicas de desenvolvimento urbano, o que pode gerar um ciclo virtuoso, impulsionando o crescimento econômico e, simultaneamente, melhorando a qualidade de vida da população. Este estudo contribui para a discussão sobre a importância de um planejamento urbano que priorize as pessoas e o meio ambiente, e não apenas os veículos.
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