Transformando o SUS
Uma proposta de formação aos profissionais da saúde através da extensão universitária
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SUS, extensão universitária, população travesti e transexualResumo
O presente trabalho apresenta uma proposta de formação continuada para profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco nos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), por meio de uma ação extensionista que visa promover a sensibilização sobre a diversidade de gênero e sobre os direitos da população travesti e transexual. A iniciativa foi construída a partir da parceria com a ONG Igualdade RS, referência no acolhimento e na defesa de direitos da população LGBTQIAPN+ com base em diagnóstico participativo que identificou a transfobia institucional como eixo central das violações vivenciadas por essa população nos serviços públicos de saúde. O percurso metodológico incluiu pesquisa exploratória, aplicação de questionários e análise qualitativa dos dados obtidos, sendo fundamental para compreender as lacunas entre a legislação vigente e as práticas institucionais. Como resultado desse diagnóstico, foi elaborada uma proposta de oficinas formativas com metodologias participativas, como: rodas de conversa, dinâmicas e análises críticas de protocolos institucionais com o objetivo de promover escuta qualificada, valorização das vivências trans e transformação crítica das práticas profissionais . Os impactos esperados incluem, a curto prazo, a ampliação da sensibilidade das equipes de saúde, e, a médio e longo prazos, a consolidação de uma cultura institucional mais inclusiva e a efetivação da Política Nacional de Saúde Integral (PNSI) LGBT. A proposta está em consonância com os princípios da equidade, da universalidade e da integralidade do SUS, com as Diretrizes Curriculares Nacionais e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que tange à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos direitos humanos. Ao articular saberes acadêmicos e comunitários, a proposta “TransFormando o SUS” reafirma o papel da universidade pública como agente de transformação social, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais justo, democrático e sensível às pluralidades de gênero.
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