O TRAUMA DO ABSOLUTO

UMA HIPÓTESE DE TRABALHO

Visualizações: 68

Autores

  • Maria Emília Sousa Almeida Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2648

Palavras-chave:

Trauma do Absoluto, Representações, Ódio, Horror, Desejo

Resumo

Este estudo visa apresentar o trauma do absoluto, de origem transgeracional na família. Suas representações são: ser abandonado, desamparado, rejeitado, devedor, não-amado, para sempre, sem lugar no mundo - sobre-investidas por ódio e horror. Elas evidenciam grande sofrimento mental do sujeito desde sua infância e tendem a impedir a realização do desejo do adulto no mundo. Pois, elas bloqueiam o fluxo das representações coerentes com seu desejo: ser amado, ser inteligente, competente, valorizado, autossustentado - investidas por amor. O método clínico psicanalítico propicia que a análise traga as representações do absoluto até a camada consciente do sistema representacional. Uma análise pode produzir a mudança psíquica das representações do trauma do absoluto para as representações coerentes com o desejo em seus fundamentos mais essenciais. Elas são integradas às demais representações no fim da análise. Nesse contexto, autossustentado expressa a mudança psíquica de ser abandonado e ser desamparado. Dessa forma, ela permite a diferenciação e a autonomia do desejo do sujeito quanto a sua família e pode realizar seu desejo no mundo. O trauma do absoluto e o sistema representacional são hipóteses de trabalho, que dialogam com conceitos psicanalíticos. Eles derivam de casos clínicos da autora, permitindo pensar a clínica psicanalítica contemporânea.

Biografia do Autor

Maria Emília Sousa Almeida, Universidade de Taubaté

Doutora em Psicologia Clínica PUC-SP, psicanalista, professora  do Departamento de Psicologia da Universidade de Taubaté, autora de livros e artigos sobre psicanálise. 

Referências

ALMEIDA, Maria Emília Sousa. A clínica do absoluto: representações sobre-investidas por ódio e horror que tendem a deter o encadeamento associativo. 2003. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2003.

ALMEIDA, Maria Emília Sousa. O trauma do absoluto e a transmissão da vida psíquica na família. São Paulo: Clube dos Autores, 2010.

ALMEIDA, Maria Emília Sousa. A mudança psíquica no trauma do absoluto. São Paulo: Clube dos Autores, 2011.

ALMEIDA, Maria Emília Sousa. O ganho, a perda e os paradoxos no enfoque transgeracional. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, v. 8, n. 1, p. 16-30, 2015. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-82202015000100004. Acesso em: 2 out. 2023.

ALMEIDA, Maria Emília Sousa. O trauma do absoluto e a construção do desejo na família. São Paulo: Clube dos Autores, 2022.

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a sexualidade. (1905). Edição standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud. v. 14. Rio de Janeiro: Imago, 2019.

FREUD, Sigmund. O inconsciente (1915). Edição standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud. v. 14. Rio de Janeiro: Imago, 2019.

FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias à psicanálise (1917). Edição standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud. v. 15. Rio de Janeiro: Imago, 2019.

GREEN, André. Do pensamento clínico ao paradigma contemporâneo. São Paulo: Blucher, 2019.

LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

ZIMERMAN, David. Vocabulário contemporâneo de psicanálise. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Downloads

Publicado

11-11-2025

Como Citar

Almeida, M. E. S. (2025). O TRAUMA DO ABSOLUTO: UMA HIPÓTESE DE TRABALHO. PRÁXIS EM SAÚDE , 3(2), 01–07. https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2648