MATERNIDADE E AUTISMO

INVISIBILIDADE FEMININA NO DIAGNÓSTICO E CUIDADO

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Autores

  • Marcelle Silva Oliveira Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Maria Beatriz Tavares Gonçalves Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Maria Eduarda dos Santos Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Maria Eduarda Bernardo de Andrade Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Ana Maria Sá Barreto Maciel Universidade Católica de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2620

Palavras-chave:

Maternidade Atípica, Mulheres Autistas, Mães Autistas, Diagnóstico Tardio, Neuronormatividade

Resumo

Mulheres autistas que vivenciam a maternidade enfrentam desafios específicos, muitas vezes agravados por processos de invisibilidade e estigmatização. É comum que o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nessas mulheres ocorra apenas após a identificação do quadro em seus filhos, o que evidencia um padrão de negligência em relação às suas necessidades subjetivas e identitárias. Este artigo tem como objetivo investigar as vivências de mães autistas com filhos autistas, evidenciando os desafios decorridos de uma literatura baseada no diagnóstico masculino. A pesquisa se caracteriza como uma revisão narrativa da literatura, com levantamento de artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores: "autismo feminino", "maternidade atípica", "mães autistas" e "mães atípicas". Os resultados indicam que essas mulheres enfrentam um ciclo de negligência, no qual o cuidado direcionado aos filhos não é acompanhado pelo cuidado com a saúde mental e o acolhimento subjetivo da mãe. A ausência de rede de apoio, o capacitismo institucional e a idealização da maternidade contribuem para uma sobrecarga psíquica. Conclui-se que há uma urgência em romper com paradigmas que invisibilizam as múltiplas formas de existir no espectro, especialmente em contextos de cuidado e maternagem.

Biografia do Autor

Marcelle Silva Oliveira, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Caruaru, desenvolve pesquisas nas áreas de Desenvolvimento Humano e Psicologia Social

Maria Beatriz Tavares Gonçalves, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Caruaru, desenvolve nas áreas de Desenvolvimento Humano e Psicologia Social. 

Maria Eduarda dos Santos, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Caruaru. Desenvolve pesquisas nas áreas de Desenvolvimento Humano e Psicologia Social. 

Maria Eduarda Bernardo de Andrade, Centro Universitário Maurício de Nassau

Graduanda pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) Caruaru. Desenvolve pesquisas nas áreas de Neurodiversidade e Psicologia Social. 

Ana Maria Sá Barreto Maciel, Universidade Católica de Pernambuco

Mestra em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco, é docente do curso de psicologia de pós-graduação nas faculdades UNITA/ASCES e Faculdade ESUDA e de graduação na UNINASSAU Caruaru. Desenvolve pesquisas nas áreas de Psicologia Clínica, Psicologia Educacional, Psicologia Social e Psicologia Hospitalar. 

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Publicado

05-10-2025

Como Citar

Oliveira, M. S., Gonçalves, M. B. T., Santos, M. E. dos, Andrade, M. E. B. de, & Maciel, A. M. S. B. (2025). MATERNIDADE E AUTISMO: INVISIBILIDADE FEMININA NO DIAGNÓSTICO E CUIDADO. PRÁXIS EM SAÚDE , 3(2), 01–08. https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2620