TECNOLOGIAS DE GÊNERO E A REPRESENTAÇÃO DA SEXUALIDADE LÉSBICA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO

Visualizações: 171

Autores

  • Norrannia Samara Pereira Nunes Faculdade Celso Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2729

Palavras-chave:

Subjetividade, Lésbica, Cinema, Tecnologias de gênero, Voyerismo

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre como o cinema, enquanto tecnologia de gênero, contribui para a construção da subjetividade lésbica e a forma como essas mulheres são representadas culturalmente. A sexualidade lésbica no cinema costuma ser marcada por estereótipos e fetichização, especialmente sob o olhar masculinista. Para discutir essa questão, analisam-se dois filmes contemporâneos: Azul é a cor mais quente (2013), de Abdellatif Kechiche, e Retrato de uma jovem em chamas (2019), de Céline Sciamma. O primeiro é criticado por sua abordagem hipersexualizada e voyeurista da intimidade feminina, enquanto o segundo oferece uma perspectiva mais sensível, centrada no olhar feminino. A análise examina como essas representações influenciam a percepção do desejo lésbico e suas implicações na construção de subjetividades. O cinema pode tanto reforçar normas heteronormativas quanto funcionar como espaço de resistência e reinserção simbólica para identidades lésbicas, contribuindo para novas formas de visibilidade e expressão.

Biografia do Autor

Norrannia Samara Pereira Nunes, Faculdade Celso Lisboa

Graduada em Psicologia pelo Instituto de Educação Superior de Brasília. Especialista em Psicologia Jurídica e Avaliação Psicológica pela Faculdade Celso Lisboa.

Referências

CASETTI, F.; DI CHIO, F. (1990). Cómo analizar un film. Grupo Planeta (GBS).

JEFFREYS, S. (1993). The lesbian heresy: A feminist perspective on the lesbian sexual revolution. Spinifex Press.

LAURETIS, T. (1987). A tecnologia do gênero. In Heloisa B. de Hollanda (Org.), Tendências e impasses: O feminismo como crítico da cultura (pp. 206-242). (Trad. S. Funck). Editora Rocco.

RICH, A. (1980). Compulsory heterosexuality and lesbian existence. In Blood, bread, and poetry: Selected prose 1979–1985 (pp. 23-75). W.W. Norton & Company.

ZANELLO, V. (2018). Saúde mental, gênero e dispositivos: Cultura e processos de subjetivação. Appris.

Downloads

Publicado

15-10-2025

Como Citar

Nunes, N. S. P. (2025). TECNOLOGIAS DE GÊNERO E A REPRESENTAÇÃO DA SEXUALIDADE LÉSBICA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO. PRÁXIS EM SAÚDE , 3(2), 01–11. https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2729