CLÍNICA DO AQUILOMBAMENTO

FORMAÇÃO, RACIALIZAÇÃO E ESCUTA ANTIRRACISTA

Visualizações: 290

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2395

Palavras-chave:

Psicanálise, Clínica Antirracista, Branquitude, Racialização, Aquilombamento

Resumo

O presente trabalho pretende refletir sobre a atuação de dois psicólogos clínicos, pensando na formação e práxis, questionando a ideia de neutralidade, a partir da ruptura com o formato colonial e universal em que a branquitude se estrutura de forma invisibilizada para  manutenção da hierarquização e opressão nas relações, que segue marcando a psicologia no Brasil. Com isso, pontuamos a importância da racialização dos psicólogos, pensando a partir da metáfora do quilombo proposto por Abdias Nascimento, colocando em cena os atravessamentos da racialidade na subjetivação do psicólogo e do paciente,  pensando um psicólogo negro que escuta homens negros e uma psicóloga branca escutando pessoas negras, considerando a interseccionalidade, para criar novas possibilidades de um fazer clínico antirracista. O racismo segue adoecendo, causando sofrimentos intensos e mortes. Com isso, é necessário um olhar crítico sobre as bases epistemológicas que constituem a psicologia brasileira e, em especial, a psicologia clínica. Acreditamos na importância do aquilombamento para que possamos firmar um compromisso ético em direção a uma clínica antirracista que combata o racismo e todas as formas de opressão a populações historicamente excluídas e não siga sendo um lugar de reprodução de violências.

Biografia do Autor

Jorge Xavier dos Santos Filho, Universidade Federal de Pernambuco

Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco, é Psicologo clínico e desenvolve pesquisa no campo da Psicologia do Desenvolvimento e tem atuação na área clínica antirracista utilizando a Psicanálise como referencial teórico.

Marília Galdino de Almeida Costa, Universidade Federal de Pernambuco

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco, é Psicóloga clínica e desenvolve projetos em diversos coletivos que buscam alinhar a escuta psicanalítica, a luta antirracista e democratização da psicanálise

Referências

ANDRADE, Érico. Não sou um psicanalista? Negritude e antinegritude na psicanálise. Revista Tempo Psicanalítico, [S. l.], v. 54, n. 2, p. 405–418, 2022. Disponível em: https://www.tempopsicanalitico.com.br/tempopsicanalitico/article/view/743. Acesso em: 15 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.71101/rtp.54.743

BENTO, M. A. S. Pacto da branquitude. —1a ed. —São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

FANON, F. Pele Negra Máscaras Brancas. São Paulo: Ubu, 2020.

HOOKS, B. A gente é da hora: homens negros e masculinidades. (V. da Silva Trad.) /. São Paulo: Elefante, p. 272, 2022.

KILOMBA, G. Memórias da Plantação: episódios de racismo quotidiano. J.

Oliveira, Trad.) Ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

NASCIMENTO, A. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. São Paulo, Rio de Janeiro: Perspectiva, Ipeafro; 2019.

QUEIROZ, Verônica; ARAÚJO, Gabriela. Branquitude, racismo e psicologia clínica: críticas para a construção de uma clínica antirracista. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), v. 15, n. 43, 2024. Disponível em: https://abpn.emnuvens.com.br/site/article/view/1616. Acesso em: 15 abr. 2025.

SANTOS, Neuza. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão Social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1990.

Downloads

Publicado

18-08-2025

Como Citar

Filho, J. X. dos S., & Costa, M. G. de A. (2025). CLÍNICA DO AQUILOMBAMENTO: FORMAÇÃO, RACIALIZAÇÃO E ESCUTA ANTIRRACISTA . PRÁXIS EM SAÚDE , 3(2), 01–09. https://doi.org/10.56579/prxis.v3i2.2395