A SEGUNDA ONDA SOB O AUTORITARISMO 17 16
IMPRENSA FEMINISTA E DISPUTAS NA DITADURA CIVIL – MILITAR BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.56579/rihga.v5i2.3939کلمات کلیدی:
Feminismo, Imprensa Alternativa, Ditadura Civil-Militar, Segunda Onda, Disputas de Sentidoچکیده
O presente artigo analisa a atuação da imprensa feminista brasileira na década de 1970, no contexto da ditadura civil-militar, tomando como objeto os jornais Brasil Mulher (1975-1980) e Nós Mulheres (1976-1978). Inserido no debate sobre a chamada “segunda onda” do feminismo, o estudo busca compreender como esses periódicos se constituíram como espaços de produção discursiva e de disputa de sentido acerca da autonomia feminina, da luta de classes e da legitimidade da pauta de gênero em meio ao autoritarismo. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada em análise documental dos exemplares dos jornais e em diálogo com a bibliografia especializada sobre feminismo, ditadura e movimentos sociais. Argumenta-se que a imprensa feminista não se limitou à divulgação de reivindicações, mas atuou como arena de legitimidade política, onde se negociaram identidades, estratégias e prioridades no interior do movimento. Conclui-se que, sob vigilância e censura, os jornais desempenharam papel fundamental na construção de uma esfera pública feminina, contribuindo para a consolidação do feminismo como campo plural, atravessado por tensões internas e disputas simbólicas no cenário político da década de 1970 no Brasil.
مراجع
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