Torto Arado e o espaço do ser-tão diferenciado 0 0
A língua, a trança, o desejo entre mulheres
DOI:
https://doi.org/10.56579/cor.v2i11.3436Palavras-chave:
Crítica cultural, Literatura brasileira contemporânea, Colonialidade do ser, Feminismo lésbico, LesbianidadeResumo
O romance Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, aborda lugares de fala de mulheres que ganham terreno fértil na narrativa cujas posições de si se revelam no ato de resistir ao patriarcado e à masculinidade hegemônica. A proposta da nossa investigação visa refletir como as personagens Belonísia e Maria Cabocla se destacam no contato mais afetivo e, mesmo sem estar representado visivelmente o feminismo lésbico na ficção, existem imagens e relatos recorrentes para as quais a afetividade entre elas é insidiosa. A “colonialidade do ser” abarca os estudos sobre subjetividade e, dessa forma, a lesbianidade torna-se um campo discursivo significativo a retratar. Trata-se de compreender com a narrativa a possível relação de desejos, os atos que visam à prática de liberdade ou das identidades sexuais que emergem em mais um retrato que desconfigura o espaço do sertão conforme a linha de criação em Torto Arado.
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