Novo estado, novo homem 0 0
Classe, raça e masculinidades na obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto
DOI:
https://doi.org/10.56579/4a4b7h78Palabras clave:
Masculinidades, Estado-nacional, Raça, Classe, Lima Barreto, RepúblicaResumen
Este artigo analisa o processo de construção social da masculinidade durante a Primeira República brasileira, no contexto de fins do século XIX e início do século XX, e sua relação com a constituição da esfera do trabalho livre e a situação vivida pela população negra no Brasil. A partir da atuação dos chamados homens da scientia na consolidação do Estado nacional, investiga-se como a formação republicana esteve profundamente articulada a modelos de masculinidade inspirados em ideários europeus de nação, legitimados por políticas estatais voltadas à disciplina e normatização da vida social. Tomando como objeto de análise a obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), de Lima Barreto, o artigo busca apresentar como a masculinidade se organizou enquanto prática ideológica do estado arraigada no mundo social, encontrando no mecanismo do branqueamento racial e na própria esfera do trabalho lugares propícios de propagação para a constituição de um imaginário de nação ligado às elites dominantes.
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