Diário de uma travesti 0 0

Autorrepresentação em E se eu fosse pura, de Amara Moira

Auteur/ices

DOI :

https://doi.org/10.56579/6f2drs46

Mots-clés :

autorrepresentação, literatura travesti, marginalidade

Résumé

Este artigo analisa a obra E se eu fosse pura (2018), de Amara Moira, a partir dos conceitos de representação e autorrepresentação, articulando literatura, gênero e marginalidade social. Parte-se do contexto de violência estrutural contra pessoas trans no Brasil para compreender como a narrativa de Moira se constitui como espaço de resistência estética e política. A pesquisa, de caráter bibliográfico, qualitativo e exploratório, mobiliza referenciais teóricos como Leonor Arfuch, Judith Butler e Paul B. Preciado para discutir as escritas de si e os dispositivos normativos de gênero. A análise evidencia que a obra tensiona as fronteiras entre autobiografia, diário e autoficção, construindo uma identidade narrativa múltipla: travesti, prostituta, escritora, que desestabiliza imaginários hegemônicos. Conclui-se que a autorrepresentação, na obra, atua como estratégia de afirmação da existência e como deslocamento da literatura travesti da margem ao centro do debate acadêmico e cultural.

Biographie de l'auteur

  • Atos Daniel Pereira da Silva, UESPI

    Mestre em Letras pela UESPI, na área de concentração em Literatura e Cultura, com linha de pesquisa em Literatura e outros sistemas semióticos. Professor do curso de Licenciatura em Língua Inglesa da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus Antonio Giovini Alves de Sousa. Professor de Língua Inglesa, Cultura e Artes no CETI Artur Gonçalves de Sousa (SEDUC/PI). 

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Publiée

2026-08-20

Comment citer

Diário de uma travesti: Autorrepresentação em E se eu fosse pura, de Amara Moira. (2026). COR LGBTQIA+, 2(11), 46-57. https://doi.org/10.56579/6f2drs46