A literatura de Amara Moira em E se fosse puta/pura? 0 0
Da interdição ao reconhecimento de direitos
DOI:
https://doi.org/10.56579/fr883f14Palabras clave:
E se eu fosse pura/puta, Direito e Literatura, Ideias emancipatórias, InterdiçõesResumen
Este escrito, de natureza interdisciplinar, objetiva analisar como o texto, de 2018, “e se eu fosse pura/puta” de Amara Moira possibilita refletir as interdições experimentadas, no contexto brasileiro, pelos sujeitos travestis e trans e, a partir disso, desvelar de que forma textos literários podem descortinar aportes compromissados efetivamente com ideias emancipatórias. Para isso, valendo-se da revisão bibliográfica, fala-se, inicialmente, sobre como uma linguagem distinta da empregada no âmbito jurídico, como, neste caso, a das artes, demonstra-se potente para estruturar novos olhares acerca da mesma situação. Após, busca-se compreender, a partir do texto literário, o processo de constituir-se de Amara. E, ao final, propõe-se compreender como, ao falar de si, Amara fala com um grupo e também de um grupo. Espera-se que esta pesquisa - ao potencializar a produção de diálogos entre os campos da arte e do direito – descortine aportes compromissados efetivamente com ideias emancipatórias aos sujeitos trans.
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