Torto Arado e o espaço do ser-tão diferenciado 0 0

A língua, a trança, o desejo entre mulheres

Auteur/ices

DOI :

https://doi.org/10.56579/cor.v2i11.3436

Mots-clés :

Crítica cultural, Literatura brasileira contemporânea, Colonialidade do ser, Feminismo lésbico, Lesbianidade

Résumé

O romance Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, aborda lugares de fala de mulheres que ganham terreno fértil na narrativa cujas posições de si se revelam no ato de resistir ao patriarcado e à masculinidade hegemônica. A proposta da nossa investigação visa refletir como as personagens Belonísia e Maria Cabocla se destacam no contato mais afetivo e, mesmo sem estar representado visivelmente o feminismo lésbico na ficção, existem imagens e relatos recorrentes para as quais a afetividade entre elas é insidiosa. A “colonialidade do ser” abarca os estudos sobre subjetividade e, dessa forma, a lesbianidade torna-se um campo discursivo significativo a retratar. Trata-se de compreender com a narrativa a possível relação de desejos, os atos que visam à prática de liberdade ou das identidades sexuais que emergem em mais um retrato que desconfigura o espaço do sertão conforme a linha de criação em Torto Arado.

 

Biographies des auteurs

  • Paulo César Souza García, UNEB

    Licenciado em Letras Vernáculas - Universidade Católica do Salvador, em 1989. Mestre em Teoria da Literatura - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1999. Doutor em Literatura | área de concentração: Teoria literária - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2008. Realizou estágio Pós-doutoral no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade - Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2016. Professor Titular Pleno da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), atua no curso de licenciatura em Letras e no Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural do Departamento de Linguística, Literatura e Artes | Dellartes - UNEB Campus II. É pesquisador do GT da ANPOLL Homocultura e Linguagens, do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cultura e Sexualidade - NuCus da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também, é pesquisador colaborador do Grupo de Pesquisa Intersexualidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto (UP), em Portugal. Publicou o livro Representações do homoerotismo na literatura; Homocultura e Linguagens; Intersexualidades | Interseccionalidades: saberes e sentidos do corpo. Novas palavras da crítica: ressignificando noções sobre gênero e sexualidade. Lida com as seguintes linhas de pesquisa: Estudos de Gênero e identidades sexuais na literatura; Teoria e Crítica literárias; Literatura, produção cultural e modos de vida.

  • Nádja Nayra Brito Leite, UNEB

    Sou graduada em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, e atuo há mais de três décadas como redatora publicitária. Nos últimos anos, ampliei minha atuação ao integrar comunicação e literatura como campos complementares de investigação e prática. Concluí o mestrado em Crítica Cultural e atualmente curso doutorado em Crítica Cultural na Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Minha pesquisa concentra-se na literatura contemporânea, a partir do eixo decolonial e dos feminismos, com ênfase em leitura crítica e produção de pensamento. O meu foco é a linguagem como estratégia, como criação e como como ferramenta de transformação simbólica.

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Publiée

2026-08-20

Comment citer

Torto Arado e o espaço do ser-tão diferenciado: A língua, a trança, o desejo entre mulheres. (2026). COR LGBTQIA+, 2(11), 144-157. https://doi.org/10.56579/cor.v2i11.3436