“E eu não sou uma escritora?” 0 0
Escrevivências de mulheres negras entre subjetividade e legitimação científica
DOI:
https://doi.org/10.56579/cor.v2i11.3332Keywords:
Mulheres negras, Produção de conhecimento, SubjetividadeAbstract
A produção de conhecimento no interior das instituições acadêmicas tem sido historicamente marcada por processos de hierarquização epistêmica que definem quais sujeitos, experiências e formas de escrita podem ser reconhecidos como legítimos no campo científico. Nesse contexto, as produções intelectuais de mulheres negras foram frequentemente invisibilizadas ou desqualificadas, sobretudo quando atravessadas por narrativas que articulam experiência, memória e subjetividade. Partindo dessa problemática, o presente artigo tem como objetivo problematizar os processos de deslegitimação que incidem sobre a escrita e a produção de conhecimento elaboradas por mulheres negras, refletindo sobre as tensões existentes entre subjetividade, experiência e reconhecimento científico. Metodologicamente, o estudo configura-se como um ensaio teórico de abordagem qualitativa, fundamentado em análise bibliográfica crítica de autoras do feminismo negro e de perspectivas decoloniais que discutem produção de conhecimento, subjetividade e legitimação científica. A partir desse referencial, busca-se evidenciar de que maneira as produções intelectuais de mulheres negras tensionam os limites tradicionais do campo científico, ao reivindicar o reconhecimento de saberes situados e de experiências historicamente marginalizadas como formas legítimas de produção de conhecimento.
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