Monstruosidades na formação docente

Imagens dissidentes como contra-dispositivos da cultura visual

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/cor.v1i11.2608

Palavras-chave:

Artes Visuais, Gênero, Cultura Visual, Formação docente

Resumo

Este trabalho propõe uma investigação por meio de experimentações artísticas, com o objetivo de provocar processos reflexivos e críticos sobre a diversidade de gêneros e sexualidades no contexto da formação inicial docente. A questão central que orienta a pesquisa é: Como as imagens dissidentes da cultura visual operam como contra-dispositivos e que efeitos formativos elas provocam na constituição da docência? A partir dessa indagação, busca-se explorar como tais imagens podem atuar na construção de saberes e aprendizagens voltadas à diversidade e à inclusão. A metodologia adotada é a Pesquisa Educacional Baseada em Arte (Hernández, 2013), aplicada junto a um grupo de licenciandos e licenciandas no ensino superior, fundamentada na perspectiva educativa da Cultura Visual (Hernández, 2007; Valle, 2020). Utiliza-se o conceito de monstruosidade como metáfora para abordar a dissidência no contexto educacional, permitindo evidenciar questões de visibilidade e invisibilidade de corpos não heterocisnormativos, bem como suas implicações e desafios na prática docente. Os resultados da investigação apontam para a importância e urgência de tematizar gênero, sexualidade e alteridade na formação de professores, contribuindo para o enfrentamento da violência de gênero e a promoção de práticas pedagógicas mais inclusivas. A pesquisa reafirma a potência das imagens dissidentes como ferramentas críticas e formativas, capazes de tensionar normatividades e abrir espaço para outras possibilidades de existência e atuação no campo educacional.

Biografia do Autor

Lucas de Bárbara Wendt, Universidade Federal de Santa Maria

Pedagogo pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE/UFSM). Bolsista de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Especialista em Gestão Educacional - Especialização (UFSM). Membro do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura Visual e Educação - MIRARTE.

Élle Costa Gonçalves, Universidade Federal de Santa Maria

Mestra em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Graduada no curso de Licenciatura em Teatro pela UFSM. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Cênicas, Licenciatura em Teatro e Artes Visuais. Membra do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura Visual e Educação - MIRARTE (CNPq).

Lutiere Dalla Valle, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Artes Visuais e Educação (Doctorat Arts Visuals i Educació - Universitat de Barcelona/ES, 2012); Mestrado em Artes Visuais e Educação (Universitat de Barcelona/ Girona/Granada - Espanha/ 2009). Professor Associado do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação. Líder do Grupo de Pesquisa em Arte, Cultura Visual e Educação - MIRARTE (CNPq).

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Publicado

21-07-2026

Como Citar

Wendt, L. de B., Gonçalves, Élle C., & Valle, L. D. (2026). Monstruosidades na formação docente: Imagens dissidentes como contra-dispositivos da cultura visual. COR LGBTQIA+, 1(11), 120–139. https://doi.org/10.56579/cor.v1i11.2608

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Artigos