DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA IMPLEMENTAÇÃO DO TESTE DE PROGRESSO NA EDUCAÇÃO MÉDICA

Autores

  • Cintia Barreto Ferreira Andrade Centro Universitário Vale do Cricaré
  • Vivian Miranda Lago Centro Universitário Vale do Cricaré
  • Vinicius da Silva Freitas Centro Universitário Vale do Cricaré
  • José Roberto Gonçalves de Abreu Centro Universitário Vale do Cricaré

Palavras-chave:

Avaliação Longitudinal, Desafios Acadêmicos, Educação Médica, Ensino Superior, Teste de Progresso

Resumo

O Teste de Progresso (TP) representa uma ferramenta essencial para a avaliação formativa e longitudinal no ensino médico, permitindo acompanhar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes ao longo de sua trajetória acadêmica. No Brasil, embora o TP tenha se difundido amplamente e se expandido por meio de consórcios regionais e redes nacionais, ainda enfrenta desafios importantes que comprometem sua plena consolidação. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente esses desafios e apresentar perspectivas e estratégias de superação, com base em uma revisão narrativa da literatura. Foram consultados artigos científicos publicados entre 2008 e 2023, indexados nas bases SciELO e PubMed, além de documentos institucionais da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa e categorizada, abordando cinco eixos principais: logística, engajamento discente, qualidade das questões, interpretação dos resultados e resistência institucional. Os resultados demonstraram que, embora haja crescente participação de instituições e fortalecimento de consórcios, dificuldades logísticas ainda se apresentam, como a complexidade na aplicação simultânea e o uso de plataformas digitais instáveis. O engajamento discente continua um ponto crítico, especialmente devido à percepção de que o TP não impacta diretamente a progressão acadêmica. A elaboração de questões psicometricamente adequadas, a interpretação responsável dos dados e a resistência de alguns gestores e docentes são aspectos que requerem atenção constante. A literatura destaca soluções como a criação da Brazilian Network on Progress Testing (BRAZ-NPT), a implementação do Teste de Progresso Customizado (TPC), a capacitação contínua de docentes e o uso de ferramentas tecnológicas mais robustas. Em síntese, observa-se que o fortalecimento do Teste de Progresso depende da articulação colaborativa entre instituições, inovação pedagógica e investimento constante, podendo consolidar-se como referência em avaliação formativa na educação médica e inspirar práticas similares em outras áreas do ensino superior.

Biografia do Autor

Vinicius da Silva Freitas, Centro Universitário Vale do Cricaré

Doutor em Ciências da Reabilitação (UNISUAM)

José Roberto Gonçalves de Abreu, Centro Universitário Vale do Cricaré

Doutor em Educação Física (UFES)

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Publicado

2025-09-16