DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA IMPLEMENTAÇÃO DO TESTE DE PROGRESSO NA EDUCAÇÃO MÉDICA
Palavras-chave:
Avaliação Longitudinal, Desafios Acadêmicos, Educação Médica, Ensino Superior, Teste de ProgressoResumo
O Teste de Progresso (TP) representa uma ferramenta essencial para a avaliação formativa e longitudinal no ensino médico, permitindo acompanhar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes ao longo de sua trajetória acadêmica. No Brasil, embora o TP tenha se difundido amplamente e se expandido por meio de consórcios regionais e redes nacionais, ainda enfrenta desafios importantes que comprometem sua plena consolidação. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente esses desafios e apresentar perspectivas e estratégias de superação, com base em uma revisão narrativa da literatura. Foram consultados artigos científicos publicados entre 2008 e 2023, indexados nas bases SciELO e PubMed, além de documentos institucionais da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa e categorizada, abordando cinco eixos principais: logística, engajamento discente, qualidade das questões, interpretação dos resultados e resistência institucional. Os resultados demonstraram que, embora haja crescente participação de instituições e fortalecimento de consórcios, dificuldades logísticas ainda se apresentam, como a complexidade na aplicação simultânea e o uso de plataformas digitais instáveis. O engajamento discente continua um ponto crítico, especialmente devido à percepção de que o TP não impacta diretamente a progressão acadêmica. A elaboração de questões psicometricamente adequadas, a interpretação responsável dos dados e a resistência de alguns gestores e docentes são aspectos que requerem atenção constante. A literatura destaca soluções como a criação da Brazilian Network on Progress Testing (BRAZ-NPT), a implementação do Teste de Progresso Customizado (TPC), a capacitação contínua de docentes e o uso de ferramentas tecnológicas mais robustas. Em síntese, observa-se que o fortalecimento do Teste de Progresso depende da articulação colaborativa entre instituições, inovação pedagógica e investimento constante, podendo consolidar-se como referência em avaliação formativa na educação médica e inspirar práticas similares em outras áreas do ensino superior.